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  • 08/09/2019
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“Igreja emergente” é eufemismo para disfarçar influência mundana, alerta pastor

O pastor Ciro Sanches Zibordi, um dos mais respeitados escritores da Assembleia de Deus, teceu críticas ao movimento chamado “igreja emergente”, que se dedica a aplicar uma roupagem contemporânea aos cultos, templos e linguagem. Em sua visão, o pacote evidencia a influência secular sobre os fiéis.

Zibordi entende que esse movimento é marcado pela tentativa de “atender ao ser humano de acordo com as suas necessidades pós-modernas”, e com isso, termina por “desconstruir doutrinas, valores e costumes”.

“Quando aplicado à pregação e à prática evangélicas, o pragmatismo, especialmente, se torna a base para o surgimento de heresias e modismos. Pastores pragmatistas não perguntam: ‘Isto é bíblico?’, pois querem saber o que funciona, agrada e motiva as pessoas, gerando crescimento numérico”, avaliou, em artigo publicado no site da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).

Criticando o fato de “muitas igrejas não parecerem mais com igrejas”, Zibordi destaca que os líderes evangélicos que aderem a esse movimento “priorizam as preferências das pessoas, fazendo com que o culto não seja culto, e sim uma grande festa dançante e cheia de novidades”.

“Eles ignoram que, segundo o Novo Testamento, quando o povo de Deus se reúne, tudo deve ser feito ‘decentemente e com ordem’, a fim de que — mediante as ministrações do louvor (salmo), da Palavra (doutrina) e do Espírito (revelação, língua e interpretação) — todos sejam edificados (1Co 14.26-40)”, observou o pastor.

Conhecido por sua postura de zelo com a Palavra e doutrina, Ciro Sanches Zibordi lamentou os casos de igrejas que adotaram postura relativista, com adoção de linguagem e mensagem “inclusiva e progressista”, pois terminam “apresentando ao mundo mensagens que atendem aos anseios do homem pós-moderno”.

“Consequentemente, o ‘evangelho’ está se tornando tão mundano, e o mundo tão ‘evangélico’, que já não se sabe mais onde começa um e termina o outro. Aliás, líderes influenciados pelo movimento ‘igreja emergente’ não gostam do termo ‘igreja’. Preferem ‘comunidade’, ‘projeto’ ou, mesmo estando no Brasil, ‘church’. Mas o primeiro a empregar esse termo, que hoje muitos evitam — ‘igreja’ (gr. ekklesía) —, foi ninguém menos que o Senhor Jesus (Mt 16.18)!”, criticou.

O movimento, enxerga Zibordi, é formato por líderes oriundos “de igrejas conservadoras e tradicionais”: “Eles não suportam sermões expositivos nem Teologia Sistemática. Protestam contra a visível falha do evangelicalismo em interagir com outras tradições e contra o conservadorismo de classe média. Pensam sobre integridade e credibilidade de sua fé numa cultura pós-moderna. No entanto, sua fonte de autoridade não é a Palavra de Deus, infalível e inerrante, e sim os pressupostos do pós-modernismo”.

Uma das tendências deste final de década são as remodelações de templos, com paredes pintadas de cores escuras, geralmente de preto, sob o argumento de que dessa forma, como num cinema, o foco de quem participar do culto estará voltado ao púlpito. Igrejas grandes, como a Igreja Batista da Lagoinha (IBL), em Belo Horizonte (MG), ou a Igreja Batista de Água Branca (IBAB), em São Paulo (SP), aderiram a essa estratégia.

Para Zibordi, tais iniciativas descaracterizam os templos: “Visando a agradar as pessoas, os líderes da ‘igreja emergente’, quando não eliminam o púlpito, procuram torná-lo o mais atraente possível. Usam tambores, pranchas, parte dianteira de carros etc. Além disso, pintam as paredes de preto e escurecem o ambiente. Quanto ao pregador, assentado em um banquinho, cercado de luzes que brotam do chão e embalado com músicas de fundo melodramáticas, fala como se estivesse em uma apresentação de stand-up”.

“Louvor congregacional? Corais? Nem pensar! Líderes ‘emergentes’ preferem a ‘balada gospel’, com muita dança e coreografia, ao som de ritmos eletrizantes e luzes coloridas. Há igrejas que até contratam músicos seculares! ‘É isso que a galera gosta’, dizem. ‘Chega de pregação expositiva! Ninguém suporta mais isso’. Nas igrejas que parecem boates, a pregação ‘boa’ não é a exposição das Escrituras, e sim a pregação malabarista, a animação de auditório, o coaching etc”.

Todo esse rompimento com a tradição cristã evangélica é defendido, segundo Zibordi, por líderes com visão pragmática, numa espécie de vale-tudo: “Não por acaso, há blocos de carnaval gospel, festa ‘jesuína’ (imitação da festa junina), Halloween gospel, que chamam, irrefletidamente, de ‘Elohim’. Entretanto, quando Paulo disse: ‘Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns’ (1Co 9.22), não estava falando em salvar almas, de fato, pois a salvação é pela graça de Deus (Tt 2.11). Antes, referiu-se a estratégias de evangelização, não pecaminosas nem prejudiciais à pregação cristocêntrica, evidentemente (cf. 1.18-23; 2.1-5)”.

“Pregação não é stand-up nem animação de auditório! Culto não é show! Igreja não é boate! Não nos conformemos com as influências filosóficas desses tempos pós-modernos (Rm 12.1,2). Deus continua dizendo: ‘prega a palavra’ (2Tm 4.2, ARA). Preguemos, pois, o que as pessoas precisam escutar, e não o que elas desejam ouvir!”, concluiu o pastor e escritor.

TIAGO CHAGAS

https://noticias.gospelmais.com.br

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